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PME’s são a grande oportunidade do momento

PME-300x165Quando se para pra pensar em pequenas e médias empresas no Brasil alguns dados saltam aos olhos: elas são as responsáveis por 27% do PIB, por exemplo. Essa importância se reflete na prestação de serviços e no comércio, especialmente quando o País é palco de grandes eventos.
Há muito o setor já olha atentamente para esses empreendimentos, lançando produtos específicos para contemplar esse nicho. Mesmo assim, apenas 30% das PME’s no Brasil têm algum tipo de seguro e dessas muitas não contrataram os produtos adequados e que podem fazer a diferença. “No cenário brasileiro de hoje, esse não é um tipo de negócio que o seguro atinge intensamente ou com facilidade. A penetração ainda é baixa.”, pontua Eduardo Nóbrega, diretor operacional da corretora LTseg.
O Grupo Bradesco Seguros afirma que tem focado ações pontuais para pequenas e médias empresas. “No Brasil, existem mais de cinco milhõesde estabelecimentos que ainda não contam com
nenhum tipo de proteção e os pequenos e médios empresários estão entre os que mais temem a exposição a riscos, especialmente patrimonial, que coloca em xeque os investimentos de seus negócios”, afirma Leonardo
Pereira de Freitas, superientendente-executivo.
Está dada, então, a oportunidade para a mudança de cenário. Assim como foi na Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 deverão movimentar diversos setores e alavancar o faturamento dessas PME’s com
aumento de demanda que turistas, brasileiros e estrangeiros, levarão aos empreendedores cariocas. Diversos
estabelecimentos devem ser impactados com essa mudança de fluxo: bares, restaurantes, pousadas, hostels
e até mesmo salões de beleza, táxis e lavanderias. Os seguros patrimoniais deverão ser alavancados,
especialmente no Estado do Rio de Janeiro, à medida que o evento olímpico se aproxima. À parte de toda preparação oficial que está sendo feita, os pequenos e médios negócios estão procurando o melhor para atender os clientes. Jarbas Medeiros, superintendente de ramos elementares da Porto Seguro, afirma que já acompanha um aumento nessa movimentação, embora não estrondoso, que permite dizer que haverá ganhos
para o mercado.
Um ponto que pode ser levado em consideração quando se trata dessas empresas é a maneira como elas são
estruturadas: geralmente são formadas por um único dono ou poucos sócios,  a vida financeira delas não é simples e muitas vezes precisam de um controle diferenciado, que fica ainda mais complicado quando se
trata de seguro. Os donos ainda encaram a contratação como um custo. As decisões financeiras são
totalmente centralizadas nas mãos do dono que não ficam restritos apenas ao gerenciamento, mas
participam de todas as etapas da empresa. Por isso,  as seguradoras contam com corretores que possam dar o que esse perfil mais precisa: atendimento personalizado. “O mercado de seguros se desenvolve pelo fator confiança e proteção e os pequenos e microempresários exigem um tratamento particular, personalizado, capaz
de compreender seu universo e, sobretudo, estar próximo a ele. O cálculo preciso de custo-benefício é essencial para esse empresário”, destaca Freitas.
Na Metlife não tem sido diferente, conforme afirma Gustavo Toledo, diretor comercial da companhia. Com bastante proximidade com o nicho, o executivo destaca as empresas PME’s que já tiveram que começar o processo de preparação muito antes, como é o caso das empresas de construção. “Nós percebemos um movimento dessas médias e pequenas empresas. O Rio de Janeiro virou um canteiro de obras e na construção civil, para poder prestar serviço, existem acordos coletivos que exigem a contratação do seguro de vida em
grupo, então percebemos um aumento nessa procura”, afirma. Mas, nesse aspecto, Toledo indica que o aumento dessa carteira pode ter sido sazonal, já que a empresa pode ter contratado mais gente por causa dessas obras específicas, mas deverá retomar suas atividades normais com menos gente na folha de pagamento.

Restaurante de hotel
O restaurante de um hotel teve problemas com o fogão, que acabou por causar um incêndio. A fumaça se alastrou pela bancada onde os alimentos eram preparados, prateleiras que abrigavam queijos e outros alimentos delicados, enfim, por toda cozinha. Essas comidas sensíveis foram contaminadas pela fumaça, que alterou
os sabores, ficando inutilizáveis.
O contrato do cliente tinha cobertura contra incêndio, com valor do imóvel e dos móveis declarados: teto, fogão,
bancada etc. contratando, inclusive, cobertura para esses alimentos afetados. Só houve um problema: o restaurante não tinha controle de estoque. O proprietário foi incapaz de dizer quanto exatamente havia
em alimentos danificados, impossibilitando a indenização.

O primeiro desafio é mostrar para esse empreendedor que ele tem riscos inerentes aos seus negócios. Fora isso: acidentes acontecem mais do que se imagina. Danos podem ser muito mais prejudiciais para pequenos negócios. Se uma indústria de grande porte perde um container com mercadorias pode não significar muita coisa, mas um restaurante perder uma parte do que há na geladeira pode fazer com que ele feche as portas para o jantar. Ser um empreendimento pequeno não pode deixar margem para que o comando com investimentos, estoque, contratações seja descuidados. A falta de controle pode trazer sérios danos.
Os tempos já foram melhores para o Brasil. Há pouco mais de dois anos, a empolgação com os grandes eventos ainda era grande. O País se preparava para receber a Copa do Mundo de 2014 e já se programava para as Olimpíadas de 2016, que agora final mente chegaram. A despeito de qualquer prognóstico desfavorável,
as PME’s podem ser empreendimentos capazes de lucrar com esses eventos. Para ajudar, o mercado oferece soluções personalizadas para a variada gama de situações possíveis: coberturas para materiais utilizados, lucros cessantes, responsabilidade
civil etc., todos, em  diversas seguradoras, com o “codinome” do estabelecimento.
“Os produtos existem e não são caros. O que falta é conscientização”, afirma Nóbrega. Se isso é o que falta, Toledo diz que já enxerga mudanças nesse tipo de profissional. Mesmo porque as leis que obrigam a contratação de determinados produtos ajudam a notar a importância do seguro. “Especialmente nesse momento que estamos vivendo. Temosriscos que podem acontecer e que despertam a necessidade de proteção urgente. O empresário ganha  consciência de proteger o colaborador e a si mesmo”, afirma Toledo.
Um restaurante especializado em frutas do mar, por exemplo, precisaria de uma cobertura específica para danos de produtos congelados? Exagero? Não. Essa possibilidade existe e está no clausulado de diversas
companhias. “O que precisamos lembrar é que o corretor precisa ter sensibilidade. Nossa função é, justamente, mostrar que isso é realidade”, alerta o corretor. Ou seja, o cliente acabará comprando uma apólice que não serve completamente às suas especificidades e se frustrará ainda mais no momento do sinistro.
Se o corretor de um restaurante com frigorífico se lembrar disso e informar o cliente, este certamente se comprometerá em pagar um pouco mais para ter as coberturas.

Restaurante de Frutos do Mar
Um sinistro aconteceu no estoque refrigerado de crustáceos. Era um restaurante de alto nível, com estoque de lagostas e outros frutos do mar. Durante a noite, depois que o restaurante havia fechado, houve um dano em um
dos compartimentos da câmara de refrigeração. Resultado: os crustáceos descongelaram e estragaram. Produtos importados como esses, atrelados à cotação do dólar, causam
prejuízos altíssimos. O faturamento dele costumava ser de aproximadamente R$5 milhões. Naquela
noite R$1 milhão teria sido perdido se não houvesse seguro.

Aviso de piso molhado

Quando andamos por um shopping é comum se deparar com a velha placa amarela: Cuidado! Piso molhado. Muitas vezes o chão já está seco há bastante tempo, mas o aviso continua por lá. O nome disso é: precaução. Se alguém escorrega naquele local que acabou de ser limpo, o dono do estabelecimento pode ser confrontado
judicialmente, já que sem o aviso ele coloca a integridade física de seus clientes em risco. Essa é uma maneira
básica de gerenciamento de riscos. “Se eu fosse um empreendedor de uma  pequena ou média empresa que receberá muitos estrangeiros, essas seriam minhas duas medidas prioritárias: comprar a placa de piso molhado
e contratar um seguro adequado” brinca Nóbrega.
Isso é importante porque há outro ponto bastante sensível: receber turistas estrangeiros. Não é só o fluxo e a demanda que aumentam, mas acultura. Não há julgamento de valores, há apenas uma forma
de encarar questões como atendimento, noções de responsabilização, cultura de judicialização entre outros
fatores. É fato: a maneira de se relacionar e encarar essas questões muda de acordo com o background  cultural. Um bom exemplo disso são os norte-americanos. Por lá, as questões de responsabilidade civil são encaradas de maneira bastante rígida, a modalidade é bastante difundida. “No Canadá, por exemplo, se há neve acumulada na calçada de sua loja e alguém cai e se machuca quem sofreu o dano pode processar o estabelecimento por não ter limpado a neve”, ilustra Nóbrega.
A cobertura de Responsabilidade Civil é imprescindível e deve ser contratada com bons limites. “O dono de uma pousada, por exemplo, não sabe o porte do hóspede que receberá e se essa pessoa sofrer um acidente dentro do local impossibilitado de trabalhar ou de voltar para seu local de origem, essa cobertura garantirá o bem-estar dele e também do estabelecimento”, afirma Medeiros. O seguro de RC pode dar conta de questões como intoxicações alimentares causadas pela comida do  prestador de serviços, danos por ataques de
animais ou insetos, acidentes devido à prática de esportes dentro das dependências ou sinistro ocorrido
em um passeio que tenha sido organizado pelo hotel, por exemplo.
A necessidade de um processo judicial para ser indenizado não desestimula as pessoas a comprovar
a responsabilidade dos estabelecimentos comerciais.
Essas ações costumam acontecer com mais rapidez em países que têm o hábito de judicialização, no Brasil tramitam com um pouco mais de lentidão, mas um dia chegam. “Mesmo que a ação demore cinco, sete anos
para se concretizar, a empresa carregará esse processo enquanto a PME existir”, ressalta.
Outra cobertura que pode ser de grande valia para o pequeno e médio empreendedor é a de lucros cessantes. Em alguma situação em que está tudo pronto para receber clientes e algum sinistro ocorre, toda  expectativa de ganhos fica frustrada. Em casos como incêndios severos, por exemplo, o estabelecimento
pode ter que ficar fechado por dias ou meses e ter essa contratação pode cobrir o prejuízo de não operar
os negócios. “Se uma PME para por um semestre, certamente, ela não conseguirá manter-se”, opina Eduardo Nóbrega, da LTseg. Nesse nicho, esse tipo de contratação, em 90% dos casos, os lucros
cessantes estão atrelados à cobertura básica. Ou seja, se o evento que está coberto pela apólice básica
ocorrer, a cobertura de lucros cessantes entra em vigor.
Há duas outras coberturas que merecem atenção: a de indenizações para bens e outra de indenizações para
valores de hóspedes, que são feitas separadamente, a primeira é para qualquer objeto que o cliente do estabelecimento possuir e a outra para dinheiro em espécie. “Hoje, em nossa base de clientes, só
30% contratam a cobertura para os bens dos hóspedes, enquanto a proteção contra roubo de valores é ainda
menor: 8%”, afirma o executivo da Porto Seguro. Semelhante a isso, há uma cobertura especial para arrastões, realidade muito presente em diversas cidades do País.
Como bem lembra Jarbas Medeiros, da Porto Seguro, existem assistências que também podem ser essenciais para os estabelecimentos. Um ar-condicionado quebrado no Rio de Janeiro ou em Salvador, por exemplo, ou um problema de chaveiro, encanador, entre outros, podem significar uma perda grande para o empreendedor. Ela pode ser evitada se ele tiver um seguro com assistência que atenda essa emergência, o que será feito
de maneira mais rápida e com muito menos custos.

Vestido indenizado
Ao servir uma taça de vinho, um garçom derrubou a bebida em um vestido de alta-costura, caríssimo, de
uma cliente. Ela exigiu ser ressarcida e, por possuir uma cláusula de danos a terceiros em sua apólice  empresarial, o restaurante pode indenizá-la e não sofrer prejuízos.

Lacunas

Um tipo de hospedagem diferente, mas  que atrai muitos turistas, especialmente mochileiros de fora do país, os hostels passaram a ser uma opção com ótimo custo para aqueles que viajam buscando experiências mais diretas com a vida do local de destino. A Revista Apólice consultou dois hostels no Rio de Janeiro, um no bairro de Santa Teresa e outro em Copacabana, para saber um pouco mais sobre o preparo dos estabelecimentos quando o assunto é seguro e o constatado foi: o básico está contratado. Incêndio,
raios e explosões, alguns, como o de Santa Teresa que já passou por sinistros, também se preocupam bastante com riscos de enchentes e inundações.
Mas o preparo para por aí. Os consultados disseram não contratar seguros de Responsabilidade Civil, de
roubo de bens e valores e nada que vá muito além do básico. Quando perguntados se conheciam ou
teriam interesse em incrementar as proteções, também foram distantes.
Isso mostra que o seguro ainda é um ilustre desconhecido para alguns segmentos. As pessoas até sabem que existem opções, mas conhecem pouco e não enxergam como isso pode ser efetivo em seus negócios.
Nóbrega acredita que os pequenos e médios empreendedores são tomadores de risco, mesmo que nem sempre se enxerguem dessa forma. “Ele abre um estabelecimento sem saber se terá ou não clientes. Então sabe que corre riscos”. Para o corretor, agora o que é preciso é que as PME’s olhem
para o que vai além disso.

Fratura em hotel
Entre os clientes estava um hotel que recebia grande fluxo de turistas. Um dos hóspedes sofreu
uma queda e fraturou o fêmur e, por conta disso, contratou um advogado internacional processou
o estabelecimento. Foi preciso acionar a cobertura de Responsabilidade Civil para terceiros.

Amanda Cruz
Revista Apólice

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