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Acidentes de trânsito causam forte impacto social no Brasil

Yasuda-Marítima-integra-movimento-Maio-Amarelo-300x165O Sindseg-SP, em parceria com a ANSP, realizou na manhã desta quinta-feira, 25, uma edição especial do Café com Seguro. Com o tema “O impacto social dos acidentes de trânsito no Brasil”, o debate mostrou dados alarmantes, que são encarados com naturalidade, mas não deviam. “Nós nos acostumamos com os acidentes, com as mortes brutais. Isso afeta também a vida social dos brasileiros”, comentou Mauro César Batista, presidente do sindicato. A campanha Maio Amarelo está aí justamente para chamar atenção para esses fatos, se espalhar pelo mundo e conscientizar as pessoas sobre como conviver melhor – e de forma mais segura – no trânsito.

A crise política e econômica trouxe consigo muitas dificuldades, como o aumento da criminalidade, das fraudes em seguros e de outras práticas nocivas e ilícitas. “Quando acontece um acidente de trânsito a perda não é só o capital que terá que ser pago, mas uma perda par ao país inteiro. As perdas de pessoas, as mutilações que ocorrem impactam a vida da nação. O setor de seguros está enfrentando isso”, destacou Batista.

Questão de escolha

Para qualquer discussão sobre o assunto, é importante lembrar que os acidentes de trânsito não são fortuitos, mas baseados em decisões. Há quem até mesmo nem os chame de acidente, já que 95% deles ocorre por falha humana, muitas vez provenientes de más decisões – como beber e dirigir ou responder mensagens enquanto está ao volante.

“A gente precisa olhar para qual é o nosso papel no trânsito. Vamos mudar”, pediu o presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos. Por ser advogado, João Marcelo destaca, e se indigna, com muitas decisões tomadas judicialmente no Brasil referente a pessoas que bebem e dirigem.  Durante muito tempo, foi preciso provar o nexo entre a ingestão de álcool e a ocorrência do acidente, o que nem sempre é possível. O STF sustentou esse posicionamento por muito tempo, mas agora está mudando de ideia. Agora, o motorista que bebe e dirige não recebe indenizações pessoais ou patrimoniais, mas continua coberto pelo seguro de RC. O motorista não tem que arcar com o dano que causa ao outro.

O presidente da Academia afirma que é preciso extinguir também, a indenização a terceiros. “O trânsito no Brasil mata, em um ano, a mesma coisa que a guerra civil na Síria. Temos que acabar com isso. Essa mudança depende da nossa atitude, não dá mais para conviver com as coisas como elas estão. Falamos de uma Síria por ano e nos acostumamos com isso”, lamenta.

O que fazer pelo trânsito

A cada 22 minutos uma pessoa morre no trânsito brasileiro. A cada minuto uma pessoa fica permanentemente sequelada por causa do trânsito. A maior parte dos acidentados, 60%, são homens jovens e desses 70% sofrem acidentes de motocicleta. Além disso, o dinheiro gasto com as vítimas de trânsito, seria suficiente para construir 28 mil escolas. Esses dados, trazidos por João Aurélio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, acabam virando apenas números, pois as tragédias de trânsito são banalizadas. Por isso, Ramalho fez um apelo: “se não conseguimos nos conscientizar pelo emocional, precisamos olhar pelo lado econômico”, afirmou.

Então, quantos e quais seguros estão envolvidos em um único acidente de carro? Neival Freitas, diretor da CNseg trouxe um exemplo que destaca suficientemente essa ação. No mercado de seguros esses números são difíceis de mensurar. “Uma pessoa que provoque um acidente pode desencadear uma série de indenizações com as quais o mercado de seguros terá que arcar”, comentou.

Um acidente envolvendo três carros, com duas mortes, dois casos de invalidez permanente e despesas médicas associadas, já acionariam o DPVAT, seguros de vida, seguro de casco (pago pelo responsável pelo acidente), seguro de Responsabilidade Civil para terceiros; além de inimagináveis outras coberturas. Se um dos envolvidos trabalha em um condomínio, por exemplo, o seguro do condomínio, muito provavelmente contará com uma cláusula de indenização à família do funcionário. Se um taxista está envolvido, pode haver pagamento de lucros cessantes. Entre tantos outros desdobramentos possíveis, impossíveis de quantificar.

Futuro

“Precisamos pensar em como atuar com a geração futura. Para que as crianças saiam da escola com essa conscientização. Isso que fará a diferença no futuro”, indicou Neival. Para ele, falta ao condutor a percepção de risco, das sequelas que podem ser causadas a ele mesmo e a outras pessoas. “Hoje, a grande praga do trânsito é o celular. O efeito de mandar mensagem é muito pior que falar. Para essa geração só tem uma medida: conscientização e rigor na aplicação das punições”, concluiu.

Fonte: Revista Apólice

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